Luiz Ramalho, fundador e CEO da Magie | Imagem: divulgação
Luiz Ramalho, fundador e CEO da Magie | Imagem: divulgação

A Magie levantou US$ 5 milhões em um aporte liderado pela gestora norte-americana Lux Capital. O dinheiro marca a mudança de foco da startup brasileira, que passa a priorizar soluções financeiras conversacionais para empresas dentro do WhatsApp. A informação foi divulgada por meio de nota nesta quarta-feira (14/1).

Depois de ganhar tração com usuários finais, a fintech começa a atuar como infraestrutura financeira para companhias interessadas em operar pagamentos e serviços bancários no aplicativo de mensagens. A oferta segue o modelo white-label, no qual a tecnologia da Magie opera integrada à marca do cliente, sem exigir o desenvolvimento de sistemas próprios.

Fundada em 2024, a empresa foi uma das pioneiras no uso de Inteligência Artificial (IA), aplicada a transações financeiras em ambientes conversacionais. A plataforma permite pagar via Pix por texto, áudio ou imagem, consultar e quitar boletos e criar lembretes financeiros sem sair do WhatsApp. Hoje, a companhia diz que soma mais de 400 mil usuários e já movimentou mais de R$ 2 bilhões.

“O WhatsApp já faz parte da rotina financeira das pessoas. O próximo passo é permitir que empresas usem esse mesmo canal para oferecer serviços financeiros de forma simples, segura e integrada”, disse Luiz Ramalho, fundador e CEO da Magie, em nota. Segundo ele, a nova etapa envolve investimentos em produto, equipe e tecnologia. Enquanto isso, a solução para pessoa física segue ativa como espaço de testes e evolução.

Aposta

No modelo para empresas (B2B), a startup começa atendendo um grupo limitado de empresas, com foco nos setores financeiro, varejo e telecomunicações. A entrada de novos clientes ocorrerá de forma gradual ao longo de 2026. A companhia também avalia a expansão para outros países da América Latina, onde o WhatsApp ocupa posição central na relação entre marcas e consumidores.

A Lux Capital mantém a Magie como sua única investida na América Latina. O fundo aposta em empresas que constroem infraestrutura tecnológica em mercados pouco explorados, alinhadas a propostas de escala digital.

Antes do aporte atual, a Magie havia levantado US$ 4 milhões em uma captação seed, rodada inicial para desenvolver o produto, liderada pela própria Lux Capital, com participação do fundo brasileiro Canary.

Com o novo investimento, a startup supera US$ 10 milhões em recursos desde a fundação. Esse capital sustentou a validação do produto para o consumidor final (B2C), e agora financia a expansão da oferta corporativa e da conta pessoa jurídica (PJ), dentro da estratégia de crescer via WhatsApp.