
Oferecer Pix deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser um requisito básico para bancos e fintechs que operam no Brasil. O desafio, no entanto, não está apenas em disponibilizar o serviço. Mas em fazê-lo com eficiência, segurança e conformidade regulatória, sem desviar tempo, capital e energia do que realmente gera valor para o negócio.
Os números ajudam a dimensionar essa relevância. Em 2025, o Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões e já ultrapassa a marca de 180 milhões de usuários ativos. Todas as instituições autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas são obrigadas a oferecer Pix aos seus clientes. Mas nem todas operam da mesma forma.
Na prática, existem dois modelos: participantes diretos, que se conectam diretamente ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do BC; e participantes indiretos, que utilizam um participante direto como liquidante das transações. A decisão entre um modelo e outro não é trivial e envolve escala, custos, complexidade técnica e estratégia de longo prazo.
“Operar como participante direto do Pix só começa a fazer sentido, economicamente, a partir de cerca de 30 milhões de transações mensais. Abaixo disso, os custos e a complexidade tendem a superar os benefícios, e o modelo indireto costuma ser mais eficiente”, explica Felipe Facchini, CEO da Stark Infra.
Infraestrutura dedicada
Mesmo para instituições que já são participantes diretos, a operação está longe de ser simples. A conexão com o BC exige disponibilidade 24×7, atualizações técnicas constantes, homologações frequentes e uma estrutura altamente especializada. É nesse ponto que o uso de uma infraestrutura dedicada passa a ser uma decisão estratégica.
Criada como um spin-off do Stark Bank, a Stark Infra nasceu com o objetivo de absorver essa complexidade operacional e tecnológica. Ao utilizar uma infraestrutura especializada, instituições financeiras conseguem operar Pix, sem precisar manter conexão contínua com o BC, gerenciar contas de liquidação, operar o DICT, atualizar certificados digitais ou lidar com toda a camada de segurança e criptografia exigida pelo regulador.
Essa operação pode até ser feita internamente, mas, na prática, muitas instituições optam por contar com um parceiro técnico. Mesmo players robustos e já conectados ao SPI, podem utilizar infraestrutura especializada para executar partes críticas da operação, como mensageria com o Banco Central, gestão de certificados, atualização de catálogos técnicos e sincronização de chaves no DICT.
A Stark Infra oferece tecnologia completa baseada em APIs modernas, arquitetura de microsserviços e links de comunicação, além de suporte técnico especializado de altíssima qualidade. Tudo isso permite escalar a operação com estabilidade, inclusive em momentos de pico, mantendo total aderência às exigências regulatórias.
R$ 500 bi em transações
Os números da operação refletem esse nível de maturidade. Em 2025, a Stark Infra processou mais de R$ 500 bilhões em transações Pix, com tempo médio de resposta inferior a 1 segundo, bem abaixo dos limites estabelecidos pelo Banco Central. A empresa também recebeu nota “A” no IQS (Índice de Qualidade de Serviço) do BC.
A robustez da infraestrutura se estende à arquitetura técnica, que inclui servidores redundantes em múltiplos data centers, filas independentes entre participantes, escalabilidade automática (auto scaling) e uso de bancos de dados não relacionais. O resultado é uma operação resiliente, segura e preparada para crescimento.
“A nossa missão é tirar a complexidade da frente do cliente. Seja ele participante direto ou indireto, queremos que ele foque no produto, na experiência do usuário e na expansão do negócio. A parte técnica, regulatória e operacional do Pix fica com a gente”, resume o CEO.
Em um ambiente regulatório cada vez mais técnico e exigente, contar com uma infraestrutura especializada deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser uma necessidade operacional. Para bancos e fintechs que querem operar Pix com segurança, performance e escala, sem perder o foco no core do negócio, esse caminho já está cada vez mais claro.