Inteligência Artificial
Inteligência Artificial | Imagem: Canva

A Jabuti AGI, startup brasileira de Inteligência Artificial (IA) autônoma, anunciou nesta segunda-feira (26/1) um aporte de R$ 2,1 milhões liderado pela Domo.VC. A empresa passa a ganhar espaço entre as apostas do mercado em IA aplicada ao atendimento ao cliente de alto volume.

Fundada por Cecilio Cosac Fraguas, ex-superintendente do Itaú, a Jabuti opera como uma plataforma de agentes que executa processos completos em operações críticas de atendimento. A tecnologia abandona fluxos baseados só em conversa e passa a resolver demandas de forma direta, com integração aos sistemas das empresas.

A startup atende empresas dos setores financeiro, cobrança, saúde e telecomunicações. Dados da própria Jabuti mostram crescimento de 700% em 2025. A Jabuti projeta faturamento de R$ 25 milhões neste ano.

Segundo a startup, os recursos do aporte serão direcionados ao desenvolvimento do produto. Parte do valor também vai reforçar a infraestrutura para suportar o aumento no volume de interações.

“O mercado não precisa de mais sistemas de diálogo, precisa de resolutividade autônoma. Nossa missão é consolidar a Jabuti como a infraestrutura que liquida demandas conectadas diretamente ao coração das corporações”, disse Cecilio, em nota.

Conselho consultivo

O investimento marca o primeiro aporte da Domo em uma empresa com estratégia totalmente AI First. Nesse modelo, a IA fica no centro do produto e da operação. A tecnologia executa processos e sustenta a escala do negócio desde a concepção da solução, sem atuar apenas como apoio.

Em nota, a Domo afirmou que o aporte segue sua tese de apoiar negócios com capacidade de execução e uso eficiente de capital. Com a operação, o sócio Marcello Gonçalves passou a integrar o conselho consultivo da Jabuti. Também participam Fernando Teles (ex-Itaú), João Bezerra Leite (ex-Itaú) e Tiago Saura (advogado e professor).

Segundo Marcello, o diferencial da Jabuti está na integração da Inteligência Artificial a sistemas legados e ao núcleo operacional de grandes empresas. “Me impressionou muito toda a preparação do produto até aqui, como a qualidade, compliance e a robustez da tecnologia. É um time sênior, que já esteve do outro lado da mesa e sabe o que uma grande corporação exige para contratar inovação”, disse o sócio da Domo.