
O Inter informou nesta sexta-feira (16/1) que recebeu aprovação do Florida Office of Financial Regulation (OFR) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para estabelecer uma agência internacional na Flórida, nos Estados Unidos. Com o sinal verde, o banco digital da família Menin passa a atuar como banco para clientes internacionais em qualquer parte do mundo, a partir de sua filial em Miami.
O Inter desembarcou nos EUA em 2021 com a compra da fintech norte-americana Usend. No país, a instituição vem buscando atrair não apenas os brasileiros que vivem por lá, mas mas também os próprios norte-americanos. Agora, com a autorização dos reguladores, o banco digital poderá ampliar o portfólio de serviços financeiros oferecidos a pessoas físicas e empresas.
“A agência em Miami nos permitirá escalar nossa oferta, gerar mais conveniência e valor para os clientes e fortalecer a posição do Inter no sistema financeiro internacional”, afirmou João Vitor Menin, CEO global do Inter, em nota.
De acordo com a instituição, a nova operação funcionará como um “hub bancário digital-first”. Permitirá ampliar a oferta de produtos bancários e de crédito. Isso inclui contas correntes e de poupança, cartões de débito e crédito, além de diferentes modalidades de financiamento. Além disso, a estrutura possibilitará a captação de depósitos em dólar de clientes estrangeiros. A ideia também é fortalecer o suporte a empresas internacionais com operações nos EUA.
“Do ponto de vista estratégico, a nova agência contribui para a otimização da plataforma global do banco, com uma estrutura de captação de recursos mais eficiente, redução de custos operacionais, melhoria da experiência do usuário e maior agilidade no desenvolvimento e lançamento de novos produtos”, diz o Inter, na nota.
Avaliado em US$ 3,6 bilhões, o Inter soma 41,3 milhões de clientes, o que o posiciona entre os maiores bancos digitais do Brasil. No terceiro trimestre de 2025, teve lucro líquido de R$ 336,3 milhões, aumento de 39% ante igual período de 2024. O valor de mercado da instituição dobrou entre 2024 e 2025, liderando a expansão percentual entre as cinco principais instituições financeiras digitais brasileiras com capital aberto nos EUA.
Concorrência
A licença bancária do Inter chega num momento em que outros players brasileiros buscam avançar na terra do Tio Sam. Um dos seus principais rivais, o Nubank, já solicitou uma licença de banco nacional nos EUA. O banco digital fundado pelo colombiano David Vélez, pela brasileira Cristina Junqueira e pelo norte-americano Edward Wible vêm desbravando primeiro países na América Latina, como México e Colômbia.
A disputa também vem se acirrando entre bancos e fintechs que oferecem conta global. Os nomes incluem, por exemplo, Avenue (do Itaú), Nomad, Revolut, entre outros.