Open Finance
Open Finance | Imagem: Adobe Photoshop

O poder real dos dados de Open Finance ainda não foi totalmente explorado e muitas vezes vemos apenas a ponta do iceberg. O ecossistema tem diversos players, uma infinidade de dados e maneiras que estes podem ser lidos, categorizados e utilizados. Mas quando uma instituição financeira se une a um parceiro de Open Finance, começamos a chegar mais perto do verdadeiro potencial dos dados.

Imagine que você tem uma conta em uma instituição financeira e gostaria de pedir um empréstimo. Esse processo pode ter análises de crédito demoradas e não abrangentes, já que muitas instituições possuem regras internas de crédito que já não acompanham a leitura real dos dados disponíveis.

Com a Belvo, as instituições financeiras conseguem fazer uma análise e categorização ainda melhor dos dados dos seus clientes. Assim, as avaliações de crédito ficam mais rápidas e mais precisas. Quem sai ganhando é o cliente: uma análise mais justa tem como consequência melhores ofertas e condições.

Foi pensando nessa oferta de produtos mais personalizados e na aceleração do seu crescimento, que o Inter se uniu a Belvo. O acordo prevê o uso da tecnologia e infraestrutura como serviço da Belvo, com dados alternativos de renda e de Open Finance em modelo white label, utilizando a licença regulatória do Inter e com gestão de consentimentos operada pela Belvo.

Quando dados viram negócio

Inicialmente, a participação no Open Finance foi obrigatória para instituições financeiras com mais de 5 milhões de clientes ou contas Pix. A decisão do Banco Central (BC) teve como objetivo garantir que os clientes fossem, de fato, donos de seus próprios dados — permitindo a portabilidade dessas informações em busca de melhores ofertas.

O cliente não é obrigado a conceder consentimento. Mas, em quatro anos de Open Finance, o ecossistema já alcançou cerca de 62 milhões de consentimentos no início de 2025. Isso significou um crescimento de 44% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse avanço expressivo e o maior entendimento dos benefícios pelo usuário final, o que começou como uma exigência regulatória para as instituições financeiras evoluiu para um interesse genuíno em desenvolver novas soluções. Mas, para isso, é preciso ir além do consentimento: ler os dados, categorizá-los, interpretá-los e transformá-los em valor é o próximo passo.

É exatamente aqui que especialistas em Open Finance entram em cena. Com sua tecnologia, conseguem acelerar jornadas de crédito, reduzir etapas manuais, transformar dados em valor real e, principalmente, em ROI para as instituições financeiras.

“O verdadeiro valor do Open Finance aparece quando transformamos dados brutos em decisões mais rápidas, ofertas mais justas e resultados reais para o negócio. O Brasil já é uma referência global neste tema, mas estamos apenas no começo. Parcerias como a do Inter mostram que, ao aplicar inteligência sobre o enorme volume de dados do sistema, abrimos espaço para produtos e experiências que antes eram simplesmente impossíveis”. A opinião é de Leandro Piano, diretor financeiro (CFO) e responsável pela operação (country manager) da Belvo no Brasil.

Inter e Belvo: transformando dados em soluções

Com mais de 41 milhões de correntistas e a meta ambiciosa de alcançar 60 milhões até 2027, o Inter aposta na inteligência de dados para criar experiências mais relevantes. E, ainda, condições financeiras ainda mais competitivas para novos e atuais clientes.

A parceria combina diferentes tipos de dados financeiros para uma análise mais completa. Isso viabiliza melhores ofertas e condições para clientes, avaliações de crédito mais precisas e rápidas, além de melhorar a eficiência operacional e reduzir custos com tecnologia.

“Acreditamos que o futuro do sistema financeiro está na inteligência dos dados. Com o Inter, mostramos como um super app financeiro pode entregar ainda mais valor e agilidade aos seus clientes. Atuamos como catalisador, oferecendo uma infraestrutura que se adapta às necessidades do Inter, para que ele possa criar soluções alinhadas à sua estratégia e impulsionar seus negócios”, comenta Leandro, da Belvo.

O volume de requisições de dados de Open Finance explodiu em apenas alguns meses. Do início da parceria em agosto até o final de novembro o número de solicitações de consentimento do Open Finance chegou a mais de 210 mil. E não foi apenas a quantidade, mas a eficiência acompanhou o ritmo, com a taxa de sucesso subindo de 62% para 76% no período. Esse “combo” de escala e performance deixa claro como a infraestrutura da Belvo está destravando operações e dando muito mais previsibilidade para processos.

Dados alternativos

O Inter também utiliza dados de emprego, outro produto da Belvo, para automatizar processos críticos, como a comprovação de renda, eliminando documentos impressos ou formulários longos, simplificando esse processo e reduzindo erros. Essa fonte de dados alternativa, combinada aos dados de Open Finance, acelera a concessão de crédito, reengaja clientes previamente recusados e ainda reduz a inadimplência.

A parceria também se destaca pelo foco em portabilidade de histórico financeiro em tempo real: ao entender o perfil de um novo cliente no momento em que ele chega, o Inter poderá oferecer propostas mais atrativas e justas desde o primeiro contato.

Isso mostra que quando o ecossistema trabalha junto, players tradicionais conseguem entregar ainda mais agilidade e valor para os seus clientes. O céu é o limite, já que a infraestrutura da Belvo se adapta às estratégias do parceiro e quem ganha são os clientes, com ofertas mais justas e a inclusão de públicos antes inviabilizados pelo sistema bancário.