
O “Crédito do Trabalhador” superou nesta quinta-feira (15/1) a marca de R$ 101 bilhões em empréstimo consignado privado. Lançado em 21/3/2025 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa já firmou 17.044.391 contratos, beneficiando 8.522.626 trabalhadores com carteira assinada em todo o País. As informações foram divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Além da expansão no número de operações, o programa também registrou redução nas taxas de juros. De acordo com o MTE, a taxa média de juros praticada ficou em 3,2% ao mês. O valor médio dos empréstimos é de R$ 11.895,36, com parcelas mensais em torno de R$ 245,90. Hoje, cerca de 100 instituições estão habilitadas a operar com o novo consignado privado.
A modalidade permite que trabalhadores celetistas, domésticos, rurais, empregados de microempreendedores individuais (MEIs) e diretores não empregados com direito ao FGTS solicitem crédito junto às instituições financeiras habilitadas. O programa também possibilita a substituição de dívidas com juros elevados por crédito consignado com taxas mais baixas. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, parcela expressiva dos empréstimos foi destinada a trabalhadores com renda de até quatro salários mínimos.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A expectativa do governo é que, em até quatro anos, cerca de 25 milhões de pessoas passem a integrar o consignado privado.
Apesar do avanço, a evolução do produto esbarra em desafios operacionais e desconhecimento da população, conforme reportagem recente publicada pelo Finsiders Brasil.