
Enquanto PicPay e Agibank se preparam para estrear nas bolsas norte-americanas, as cinco principais instituições financeiras digitais brasileiras de capital aberto – Inter, Nubank, PagBank, Stone e XP – tiveram um 2025 de valorização nas ações. Juntas, somaram US$ 100,6 bilhões em valor de mercado ao final do ano passado. O número representa um crescimento de 61% em relação aos US$ 62,5 bilhões no encerramento de 2024.
Os dados são de levantamento da consultoria Elos Ayta, a pedido do Finsiders Brasil. As cinco empresas abriram capital em bolsas dos EUA entre 2018 e 2022. O último IPO foi o do Nubank, em dezembro de 2021. O Inter, que antes negociava suas ações no Brasil, estreou na Nasdaq em 2022.
Valor de mercado (US$ milhões)
| Empresa | Ticker | Dez/2024 | Dez/2025 |
|---|---|---|---|
| Nu Holdings | NU | 49.921 | 80.664 |
| XP Inc. | XP | 6.368 | 8.798 |
| StoneCo | STNE | 2.280 | 4.230 |
| Inter & Co. | INTR | 1.856 | 3.729 |
| PagSeguro Digital | PAGS | 2.063 | 3.177 |
Fonte: Elos Ayta
Nubank
Avaliado em mais de US$ 80 bilhões, ou seja, 80% do valor de mercado combinado do quniteto, o Nubank liderou o “ranking” em termos absolutos. Entre um ano e outro, adicionou US$ 30,7 bilhões ao seu market cap .
O banco digital fundado por David Vélez, atualmente com 127 milhões de clientes no Brasil, no México e na Colômbia, teve lucro líquido ajustado de US$ 829 milhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 40% ano contra ano. As receitas também foram recorde, atingindo US$ 4,2 bilhões (+39%).
Inter
Embora tenha o menor valor de mercado entre as cinco instituições, o Inter teve a maior expansão percentual de 2024 para 2025. Seu market cap dobrou, saindo de cerca de US$ 1,9 bilhão para US$ 3,7 bilhões – hoje é avaliado em US$ 3,6 bilhões.
Com 41,3 milhões de clientes, o que o posiciona entre os maiores bancos digitais do País, o Inter apurou lucro líquido de R$ 336,3 milhões no trimestre de julho a setembro de 2025. O resultado representa um aumento de 39% ante igual período de 2024. Já a receita líquida bateu R$ 2,2 bilhões, avanço de 29% na mesma base de comparação.
Stone
Com mudanças recém-anunciadas no alto escalão, a Stone viu seu valor de mercado saltar 85,5% entre 2024 e 2025. No “ranking“, a credenciadora – que busca se posicionar para além das maquininhas de cartão – só fica atrás de Nubank e XP. Ao final de 2025, estava avaliada em US$ 4,2 bilhões. Atualmente, tem valor de mercado pouco abaixo de US$ 4 bilhões.
No terceiro tri de 2025, a fintech lucrou R$ 641,5 milhões, incremento de 13% em relação a igual período de 2024. O resultado considera as operações continuadas e, portanto, excluem os ativos de software em processo de venda. A receita atingiu R$ 3,6 bilhões, alta de 16% ano contra ano.
XP
Já a XP ganhou US$ 2,4 bilhões em valor de mercado entre 2024 e 2025, atingindo quase US$ 9 bilhões. Hoje, ultrapassou essa marca e está avaliada em US$ 9,15 bilhões.
No terceiro trimestre de 2025, a instituição fundada por Guilherme Benchimol teve lucro líquido ajustado de R$ 1,33 bilhão, avanço de 12% na comparação anual. De acordo com a empresa, os ganhos foram recordes. A receita líquida somou R$ 4,7 bilhões, alta de 8% ante o terceiro trimestre de 2024.
PagBank
Com novo CEO – Carlos Mauad assumiu em janeiro, o PagBank (antigo PagSeguro) também teve um forte crescimento no valor de mercado de um ano para o outro. Ao final de 2025, valia US$ 3,2 bilhões, contra US$ 2,1 bilhões um ano antes. Ou seja, uma expansão de 54%. Atualmente, o market cap é de US$ 3,08 bi.
Também um dos maiores bancos digitais do Brasil, o PagBank encerrou o terceiro trimestre do ano passado com 33,7 milhões de clientes. No período, o lucro líquido recorrente foi de R$ 571,5 milhões, contra R$ 572,1 milhões em igual período de 2024. A receita líquida, por sua vez, cresceu 14,4%, totalizando R$ 3,4 bilhões.