Piero (esq.) e Diego Contezini/Asaas
Piero (esq.) e Diego Contezini/Asaas | Imagem: Bruna Teixeira/divulgação

No apagar das luzes de 2025, o Asaas, plataforma de soluções financeiras para Pequenas e Médias Empresas (PMEs), recebeu autorização do Banco Central (BC) para operar como uma financeira. Na prática, a fintech fundada em Joinville (SC) obteve o sinal verde do regulador para migrar sua licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) para a de Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), o nome técnico das financeiras.

A aprovação do BC ocorreu em 24/12 e teve seu despacho publicado na edição de 30/12 do Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a publicação, a instituição – atual Asaas SCD – passará a se chamar Asaas SCFI. O capital subirá de R$ 1 milhão para pouco mais de R$ 10 milhões.

Fundado há 15 anos pelos irmãos Piero e Diego Contezini em Joinville, o Asaas oferece uma plataforma operacional para PMEs que centraliza e automatiza processos financeiros e gerenciais. Atualmente, a fintech atende mais de 220 mil clientes. Em sua história, já recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos. Recentemente, também captou R$ 100 milhões no terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para avançar em crédito.

Tendência

É crescente o movimento de fintechs se transformarem em financeiras. Os objetivos principais são diversificar as captações, reduzir custos e estender prazos. Dessa forma, ao obter o “status” de financeira, as fintechs passam a acessar novas fontes de financiamento (funding). Entre os instrumentos de captação possíveis estão, por exemplo, Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Letras de Câmbio (LCs).

Além de ser uma evolução natural do mercado, a tendência ganha força com as novas regras do BC. Em vigor desde setembro, a Resolução 5.237 cria incentivo para que as Instituições de Pagamento (IPs) e fintechs de crédito “migrem, conforme expandam seus negócios, para o segmento mais compatível com suas estratégias, operações e clientes”. Hoje, 80 instituições são autorizadas a funcionar como financeira, segundo dados do BC.