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Fintechs só perdem para as retailtechs na preferência dos investidores em julho, segundo Distrito

Fintechs só perdem para as retailtechs na preferência dos investidores em julho, segundo Distrito

Denise Ramiro

As retailtechs e as fintechs foram, respectivamente, o destino preferido dos investidores de venture capital em julho de 2021, segundo o relatório Inside Venture Capital, apresentado nesta tarde pelo Distrito, hub de inovação aberta. Do total de US$ 484,4 milhões investidos no período, os dois segmentos abocanharam US$ 366,4 milhões primeiro, sendo que no mês as retails superaram as fintechs, US$ 191,6 milhões ante US$ 174,4 milhões. Os cinco maiores aportes foram para Daki (varejo), as fintechs Blu e will bank, Cobli (logística) e Em Casa (imobiliário)

No semestre, as fintechs dominaram a atração de recursos, somando US$ 2,6 bilhões, seguidas das real estate (US$ 851,4 milhões) e das retail techs (US$ 607,9). “Temos ao menos uma década de crescimento de investimentos em empreendedorismo, tecnologia e inovação”, diz Gustavo Gierun, co-fundador e CEO do Distrito.

Além dos três segmentos, fintechs, retail e real estate, o Distrito vê oportunidades nas áreas de saúde e educação, além de uma tendência que está se consolidando no mundo, ligadas a cyber security. “Ainda se fala pouco, mas a cyber security está correndo por fora, daqui a cinco ou dez anos será uma tendência forte”, diz ele.

Fusões e aquisições

O levantamento também mostra a realização de 134 fusões e aquisições nos primeiros seis meses do ano, 97% superior ao mesmo período de 2020 e 294% maior em relação ao resultado de 2019. O número já se aproxima das 163 transações registradas em todo o ano de 2020. Resultado das movimentações importantes que ocorreram no período. Só no mês de julho, o mercado assistiu a Creditas levar a Minuto Seguro e a Volanty, a Loft assumiu a Cred Pago, a Lojas Renner a Repassa e a PicPay ficou com o Guiabolso.

De acordo com o CEO do Distrito, o crescimento de e-commerce aquece os segmentos de serviços financeiros digitais, alavancados por grandes varejistas como Magalu e Via; e o segmento de logística também vem ganhando corpo na esteira do sucesso do varejo.