
A Mastercard suspendeu o uso dos cartões do Will Bank. A informação foi publicada nesta terça-feira (20/1) pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Finsiders Brasil. O banco digital, que fazia parte do conglomerado do Banco Master, está em Regime de Administração Especial Temporária (RAET) desde novembro de 2025. A instituição ficou livre da liquidação extrajudicial decretada na época pelo Banco Central (BC).
De acordo com informações da Folha, a Mastercard parou de aceitar o cartão do Will Bank depois de as transações feitas por consumidores nesta segunda-feira (19/1) não terem sido honradas pelo banco digital a participantes do arranjo de pagamento.
Em nota, a Mastercard informou que, assim como os reguladores, acompanha de perto as operações do Will Bank há algum tempo para entender como as regras de sua rede estavam sendo cumpridas, a fim de apoiar os participantes do ecossistema que dependem de seus serviços. “Diante de mudanças no atendimento a essas obrigações, e considerando também nossos próprios requisitos regulatórios, suspendemos o uso dos cartões do Will Bank em nossa rede”, disse a bandeira.
O Finsiders Brasil procurou o Will Bank e aguarda posicionamento. O texto pode ter atualizações se houver retorno.
No site “Downdetector”, que monitora instabilidades e erros em serviços, os problemas relacionados ao Will Bank cresceram nas últimas horas, embora o número de notificações seja bem pequeno. Por volta das 14h15, elas eram 28, caindo para 15 duas horas depois.
Contexto
Sob o RAET, o Will Bank pode seguir com suas atividades normais, apesar de os dirigentes, perderem o mandato. Na prática, o regime garante um tempo para a venda do banco digital avançar. Reportagens publicadas pelo site Pipeline no ano passado apontavam o fundo árabe Mubadala Capital como o principal interessado no negócio.
Evolução da Pag!, o Will Bank começou oferecendo cartão de crédito e, com o tempo, ampliou o portfólio de soluções. O banco digital atende cerca de 10 milhões de clientes, com forte penetração na região Nordeste.
Em julho de 2021, levantou um aporte de R$ 250 milhões liderado pelo fundo Private Equity da XP e pela gestora Atmos Capital. Desde então, o banco digital não recebeu novas injeções de capital até a aquisição pelo Master, anunciada em 2024.