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Hoje, sim… hoje, não! O IPO do PicPay na Nasdaq, que estava previsto para este mês, vai ter que esperar mais um pouco. Fontes relataram ao site NeoFeed que a empresa não alcançou o valuation esperado e vai deixar o pedido para 2023. Há alguns dias, o Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, também noticiou que a fintech teria até agosto para fazer a abertura de capital no mercado americano, mas optaram por adiar. Procurada pelo Finsiders, a empresa não quis comentar o assunto.

Os coordenadores da oferta, Bradesco BBI, BTG Pactual, Barclays e Santander, chegaram a estipular um valuation de R$ 20 bilhões, mas o desconto foi grande para os investidores e a J&F Participações, holding da família Batista, controladadora do Picpay, não topou seguir adiante. A holding, inclusive, deve fazer um aporte de R$ 3 bilhões para apoiar no plano de expansão do PicPay, informou o NeoFeed.

O IPO do PicPay era um dos mais esperados do ano no ecossistema de fintechs. A empresa vem numa toada forte de crescimento da sua base. Ultrapassou recentemente 50 milhões de usuários. Para se ter uma ideia, eram 10 milhões de usuários cadastrados, número que chegou a 14,9 milhões ao final de 2019 e saltou para 38,8 milhões, em dezembro de 2020.

Já os usuários ativos somavam apenas 2,6 milhões no fim de 2018, crescendo para 28,4 milhões em dezembro de 2020. No fim de março, esse número chegou a 36,6 milhões. A taxa média anual de expansão é de 231%. No ano passado, a fintech teve um volume total processado (TPV) de R$ 49 bilhões, receita líquida total de R$ 389,6 milhões e prejuízo líquido de R$ 803,7 milhões.

A empresa também tem reforçado seu time. Desde o início do ano, a série de contratações incluem Eduardo Chedid, ex-CEO da Elo, como VP de serviços financeiros; André Cazotto, ex-PagSeguro, para a cadeira de diretor de RI; e Adriano Navarini (ex-SafraPay) como diretor sênior de PJ e aceitação, operação voltada para disseminação do super app entre pequenas, médias e grandes empresas e relacionamento com estabelecimentos comerciais e credenciadoras.

Recentemente, a empresa também trouxe Fábio Plein, ex-Uber Eats, para a vice-presidência de store, e Guilherme Telles, ex-número um da Uber no Brasil, para as cadeiras de CMO (marketing) e CSO (strategy). Já Rômulo Dias (ex-Cielo e PagSeguro), após um mês na posição, deixou o cargo de vice-presidente financeiro de RI, alegando motivos pessoais.

Resta saber se terá dinheiro em caixa para dar sequência aos planos de crescimento, que incluem P2P lending, seguros, investimentos, entre outros projetos.