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Brasil deve liderar ‘tap on phone’ no curto ou médio prazo, prevê VP da Visa

Segundo Rodrigo Cury, a Visa já soma 7 milhões de dispositivos habilitados no País para aceitar esse tipo de transação

Executivos debatendo tendências do 'tap on phone' no Brasil durante o 18º CMEP
Executivos debatendo tendências do 'tap on phone' no Brasil durante o 18º CMEP | Imagem: Leo Orestes

Hoje um dos mercados com maior adesão ao tap on phone, o Brasil tem condições de liderar a adoção a esse tipo de solução no curto ou médio prazo. A visão é de Rodrigo Cury, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Visa do Brasil, que participou de painel no 18º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP) realizado pela Abecs, associação que representa empresas do setor.

O tap on phone ou tap to pay permite transformar um smartphone em uma “maquininha” de cartão nos pontos de venda (POS, na sigla em inglês). Esse tipo de solução roda com a tecnologia por aproximação (NFC).

De acordo com o executivo, hoje o Brasil já está entre os países onde há maior penetração do tap on phone – perde apenas para Estados Unidos e Reino Unido. Uma das características que diferencia o Brasil dos demais mercados é a grande rede de aceitação, disse Rodrigo. Atualmente, segundo ele, a Visa tem 7 milhões de dispositivos habilitados para esse tipo de transação no País.

Ele enfatizou, ainda, o papel da solução na inclusão de pequenos negócios e na expansão para regiões menos atendidas. “Temos um país com uma geografia muito desigual e complexa. Normalmente, a visão que temos é de centros urbanos, mas o Brasil é muito mais do que isso”, afirmou. “Há uma estimativa de que cerca de 15 milhões de estabelecimentos ainda não aceitam cartões”, citou.

Fim das maquininhas?

Carlos Alves, vice-presidente executivo de Tecnologia e Negócios da Cielo, disse que o celular vem se transformando em um terminal de pagamento multifuncional. “Ele pode ser integrado a aplicativos, emitir cupons e oferecer conveniência, especialmente para autônomos e pequenos negócios”, afirmou. Conforme pesquisa feita pela credenciadora, 78% dos comerciantes conhecem o tap on phone, sendo que 38% planejam manter tanto esse recurso quanto a maquininha tradicional.

Entre os executivos, a percepção é de que não haverá uma substituição das maquininhas de cartão pela solução no celular. “Vejo o tap on phone como uma tecnologia complementar”, disse Felipe Sessin e Silva, superintendente de Produtos de Adquirência da Sicredi. “Quando olhamos as maquininhas hoje, principalmente as ‘smart’, elas são completas e com soluções para uma série de nichos. Já o tap on phone está numa fase inicial.”