
Em 2025, a iniciação de pagamento via Pix ganhou musculatura e deu o salto previsto pelos especialistas. No ano passado, a modalidade movimentou R$ 15,3 bilhões. O volume transacionado é recorde e representa um crescimento de quase cinco vezes em relação aos R$ 3,2 bilhões registrados em 2024. O maior impulso veio no final do ano – foram mais de R$ 7 bilhões apenas entre outubro e dezembro. Os dados são do Banco Central (BC).
A iniciação de pagamento permite, como o próprio nome diz, iniciar transações fora do ambiente bancário. Isso vale, por exemplo, para compras em e-commerces, depósitos em aplicativos de bancos e fintechs (cash-in), entre outros casos de uso. O serviço é batizado comumente como Pix via Open Finance, pois roda nesse trilho da infraestrutura aberta de serviços financeiros e pagamentos.
Em quantidade de operações, o crescimento da iniciação de pagamento foi ainda maior. Passou de cerca de 7,4 milhões de transações em 2024 para 64,5 milhões ao final de 2025. Ou seja, um incremento de quase nove vezes entre um ano e outro. Assim como o volume financeiro, o número de transações se concentrou nos últimos três meses de 2025. Nesse período, foram 32,6 milhões de operações, isto é, metade do ano todo.
Conforme mostrou o Finsiders Brasil, em 2025 houve a evolução da chamada Jornada Sem Redirecionamento (JSR), em operação desde fevereiro daquele ano. O mecanismo tornou a experiência do usuário mais fluida e permitiu a criação de serviços como Pix por Aproximação e por Biometria. Ainda no ano passado, houve o lançamento do Pix Automático, que promete aposentar o débito automático.
O avanço da iniciação de pagamento pode ser observado não apenas no aumento do número de operações e do volume financeiro, mas também na quantidade e diversidade de instituições que operam esse serviço no Open Finance.
Levantamento do Finsiders Brasil, com base nos comunicados da estrutura de governança do sistema, mostra que a lista de instituições aptas a atuar como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITP) passou de 27 players ao final de 2023 para 47 um ano depois. Atualmente, há cerca de 60 instituições, desde grandes bancos até empresas de tecnologia, passando por bancos digitais, fintechs e cooperativas de crédito.
Maiores ITPs
Conforme dados disponíveis no Dashboard do Cidadão, no site do Open Finance Brasil, de outubro a dezembro de 2025, os maiores ITPs foram três fintechs: Iniciador, Google Pay e Nubank. Significa, então, que as instituições tiveram o maior volume de chamadas de APIs nesse período.
No entanto, quando consideramos o ano todo de 2025, as instituições trocam de posições entre si no ranking. Os três maiores iniciadores foram Nubank, Google Pay e Iniciador. No ‘top 5’, aparecem ainda Belvo e Muevy.

A relação contrasta com o ano anterior, quando grandes bancos como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander ainda apareciam nas cinco primeiras posições.
API é a sigla em inglês para Interface de Programação de Aplicação. Na prática, é um conjunto de regras e protocolos que permite que diferentes softwares e sistemas se comuniquem e interajam entre si.