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Febraban considera megaoperação da PF e cerco a fintechs "um marco decisivo"

"A concorrência é muito bem-vinda e é sempre saudável, desde que em condições de igualdade" de bancos e fintechs

Imagem: Canva
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou, em nota divulgada nesta quinta-feira (28/8), que considera a megaoperação da Polícia Federal [envolvendo postos de combustíveis, fundos e fintechs] “um marco decisivo para atacar, de modo frontal, o crime organizado no País”.

Segundo a entidade, a megaoperação também se mostra fundamental para identificar e segregar quais agentes do sistema financeiro estão a serviço do crime organizado. “A concorrência é muito bem-vinda e saudável, desde que em condições de igualdade em relação às regras de prevenção e lavagem de dinheiro.”

Para a Febraban, “não há outro caminho, diante do cenário que emergiu com diversos novos players de mercado, incluindo fintechs. E continua dizendo que elas, “claramente”, não se submetem ao mesmo rigor dos controles aplicados aos bancos há muito tempo.

Citando um desequilíbrio entre inovação e segurança do sistema financeiro, defende que não há outro caminho a não ser investigar. E, também, punir, com rigor, instituições que servem como canais e veículos do crime organizado.

Além de cobrar isonomia no tratamento entre fintechs e bancos – o que o ministro da Fazenda Fernando Haddad disse que virá nesta sexta-feira, com a edição de uma Instrução Normativa pela Receita Federal – a Febraban defende que todas as instituições fiquem sob a regulação do Banco Central (BC).

“Nem todas as instituições em operação no País têm autorização e essas assimetrias ampliam os riscos do sistema financeiro. Por isso, a Febraban reitera sua posição pública de que deveria ser encurtado o prazo para que todas as instituições, que ofertam serviços e produtos financeiros, tenham de pedir autorização para continuar funcionando.”