
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva indicou Otto Lobo para comandar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A informação saiu em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (7/1). A nomeação depende de sabatina e aprovação do Senado Federal.
Diretor da CVM desde 2022, indicado por Jair Bolsonaro, Lobo assumiu interinamente a presidência da autaruia em julho de 2025, após a renúncia de João Pedro Nascimento. O mandato de Lobo como diretor, no entanto, terminou em 31/12. Desde o início de 2026, a presidência interina está com João Accioly, o membro mais antigo entre os diretores da CVM.
Advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), Lobo é doutor em Direito Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP). Tem mestrado em Direito pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos. É fundador do escritório Lobo & Martin Advogados.
De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, Lobo considerava sua indicação como certa para a presidência da autarquia. Conforme apuração do jornal, um mês antes, fontes do Ministério da Fazenda tinham descartado a possibilidade de que Lobo fosse indicado.
Nomes como Ferdinando Lunardi (advogado com passagem pela CVM) e Marina Copola (hoje uma das diretoras da autarquia) eram alguns dos cotados no mercado para assumir o comando da CVM.
Além da indicação para a presidência, Lula também encaminhou ao Senado o nome do advogado Igor Muniz para ocupar uma vaga de diretor da autarquia. Muniz foi indicado para a cadeira que ficou vaga com o término do mandato de Daniel Maeda.