Fraudes, golpes, segurança digital | Imagem: Adobe Stock
Fraudes, golpes, segurança digital | Imagem: Adobe Stock

O sistema BC Protege+, ferramenta do Banco Central (BC) voltada à prevenção de fraudes, já conta com 545 mil pessoas que ativaram a proteção até o início da tarde desta terça-feira (6/1). O mecanismo, em operação desde 1/12/2025, impede a abertura de contas ou a inclusão como titular sem autorização de alguém.

De acordo com dados do BC, as instituições financeiras realizaram cerca de 33 milhões de consultas ao sistema no processo de abertura de contas ou inclusão de novos titulares. Desse total, 111 mil consultas retornaram com a indicação de proteção ativada. O que, consequentemente, bloqueou automaticamente a operação e reduziu o risco de golpes e uso indevido de dados pessoais.

A iniciativa faz parte da estratégia do Banco Central para reforçar a segurança do sistema financeiro. Além disso, amplia o controle de qualquer pessoa sobre o uso de suas informações, especialmente em um ambiente de crescimento das tentativas de fraude digital.

Como funciona o BC Protege+

A adesão ao BC Protege+ é facultativa e vale para pessoas físicas ou jurídicas. A proteção se aplica a diferentes modalidades de conta, como depósito à vista, conta de pagamento pré-paga e poupança, além da inclusão de titular ou representante. A regra vale para todas as novas aberturas, inclusive na mesma instituição ou conglomerado em que o CPF ou CNPJ já possua conta.

O serviço está disponível no site do Banco Central, dentro da área logada do Meu BC, no caminho “Serviços > Cidadão > Meu BC”. Para acessar a funcionalidade, é necessário ter conta gov.br nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada. A proteção pode ser ativada ou desativada a qualquer momento.

As instituições autorizadas pelo BC são obrigadas a consultar o sistema antes de abrir uma conta ou incluir um novo titular ou representante. Caso a proteção esteja ativada, a instituição financeira não pode concluir a operação e deve informar o cidadão. Para seguir com a contratação, é necessário desativar previamente o serviço.

O sistema também permite que o usuário acompanhe quais instituições financeiras consultaram seu CPF ou CNPJ e o motivo da consulta, por meio da área de Histórico de Consultas disponível no Meu BC.