SEGUROS

Open Insurance: Guru é a primeira Spoc a receber aval da Susep

A Guru Spoc vai oferecer soluções como carteira digital, agregador e comparador de produtos de seguros, previdência privada e capitalização

Imagem: Canva
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A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou nesta quarta-feira (13) a operação da Guru Spoc (CA2C) no âmbito do Open Insurance. É a primeira companhia a receber o sinal verde para atuar como Sociedade Processadora de Ordem do Cliente (Spoc). A empresa já possuía registro de corretora de seguros junto à Susep.

Inspirado no Open Finance, projeto do Banco Central (BC), o Open Insurance permite aos brasileiros compartilharem dados de produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização entre diferentes instituições reguladas pela Susep. A iniciativa, porém, deverá impactar o mercado apenas em 2025, conforme pesquisa recente da consultoria Capgemini.

Já as Spocs, que integram a fase 3 do sistema, são uma nova figura no mercado segurador. Elas podem atuar provendo agregação de dados, por exemplo, ou ainda oferecer serviços relacionados à iniciação de movimentação financeira, com o consentimento do cliente. Trata-se de algo semelhante à iniciação de pagamento.

“As Spocs têm potencial para gerarem expansão e ganho de eficiência do mercado, na medida em que agregam dados que poderão ser usados no desenvolvimento de novos produtos, além de acrescentarem conveniência e valor à experiência do consumidor de seguros”, diz a Susep.

Carteira digital de seguros

No caso da Guru Spoc, ela se define como uma plataforma B2B de conexão do corretor e seus clientes ao ecossistema do Open Insurance. O objetivo é oferecer soluções como carteira digital, agregador e comparador de produtos de seguros, previdência privada e capitalização. A empresa tem a B3 como fornecedora de infraestrutura tecnológica.

Os fundadores da empresa são Cassio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer Advogados, e Antonio Cassio, ex-CEO do IRB(Re) e de Generali, Zurich e Mapfre.

Em maio, a Guru Spoc deve lançar uma versão de testes. Nos próximos cinco anos, a meta é reunir 25 mil corretores e ter uma receita acima de R$ 200 milhões, mostrou matéria do Valor Econômico

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