SUSTENTABILIDADE

BID e BC vão emprestar mais de US$ 5 bi para incentivar finanças verdes no Brasil

Os recursos serão destinados a setores de “investimentos verdes”, como reflorestamento, agricultura de baixo carbono e resiliência climática

Imagem:  Pixabay
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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Central (BC) assinaram um termo para dar garantias cambiais em investimentos ligados à transição ecológica. Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, serão US$ 3,4 bilhões em contratos de derivativos. O BC vai repassar os recursos para as instituições financeiras brasileiras.

De acordo com o presidente do BID, os mecanismos vão para setores de “investimentos verdes”, como reflorestamento, agricultura de baixo carbono e resiliência climática. O BID também vai abrir US$ 2 bilhões em linhas de crédito para empresas que atuam nessas áreas.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou que esse tipo de apoio é fundamental para garantir transferências de tecnologias que tornariam a economia brasileira mais sustentável. “Projetos de infraestrutura, especialmente aqueles voltados para sustentabilidade, frequentemente requerem investimentos significativos de capital. E, na maiora das vezes, são em moeda estrangeira, pela necessidade de importar essa tecnologia. O custo do hedge [mecanismo de proteção] pode tornar esses investimentos mais caros e arriscados. Isso, portanto, pode desencorajar o financiamento privado ou atrasar projetos cruciais para a tão urgente transição ecológica”, explicou.

Campos Neto enfatizou, entretanto, que o BC não assumirá nenhum risco nas operações, atuando somente como intermediador entre a instituição internacional e o mercado brasileiro.

O anúncio foi durante a reunião do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, que ocorre ao longo desta semana na capital paulista. Delegações de 27 países confirmaram presença no encontro.

Além dos ministros de Finanças e dos presidentes dos BCs, o evento terá a presença de representantes de alto nível de 16 de organizações e bancos internacionais.

BNDES cria fundo e aporta R$ 250 milhões

O BNDES e o Ministério de Minas e Energia (MME) irão lançar, durante o Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC) – principal convenção de mineração e exploração mineral do mundo –, o Fundo de Investimento em participações (FIP) Minerais Estratégicos no Brasil.

Empresas júnior e de médio porte que se enquadrem na tese de investimentos do fundo poderão pleitear os recursos. O gestor será selecionado por meio de chamada pública. O FIP tem estimativa de mobilizar até R$ 1 bilhão, com aporte de até R$ 250 milhões do Banco, com participação limitada a 25% do total. São esperados outros investidores nacionais e internacionais.

“A transição energética é uma prioridade do governo do presidente Lula. A iniciativa contribui para o aproveitamento do vasto potencial geológico brasileiro, permitindo que o país se posicione como fornecedor de minerais estratégicos para atender à demanda mundial por tecnologias de energia limpa”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O FIP Minerais Estratégicos irá viabilizar o desenvolvimento de projetos para a transição energética, descarbonização e produção sustentável de alimentos. Espera-se que o Fundo invista em 15 a 20 empresas com projetos de pesquisa mineral, desenvolvimento e implantação de novas minas.

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