NOVO NEGÓCIO

Após compra pela Evertec, Sinqia entra em pagamentos

A criação da nova vertical pela Sinqia foi antecipada pelo Finsiders Brasil em janeiro deste ano

Pagamentos - Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay
Pagamentos - Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay

A Sinqia, empresa de tecnologia para o setor financeiro, acaba de lançar uma nova unidade de negócios, com foco em pagamentos. O movimento ocorre cinco meses após a conclusão da aquisição da companhia brasileira pela porto-riquenha Evertec, por cerca de R$ 2,5 bilhões. 

A criação da nova vertical de pagamentos, que une os portfólios das duas empresas, foi antecipada ao Finsiders Brasil em janeiro deste ano por Daniel Oliveira, diretor da unidade e agora vice-presidente de pagamentos da Evertec Brasil. 

“A missão é tentar resolver tudo o que um emissor precisa para poder oferecer pagamentos no século 21. E não falo só de cartões, mas também de Pix e Drex [a versão digital do real]”, contou o executivo, na ocasião. “Precisamos oferecer uma espécie de multicanalidade em que o emissor — ou seja, o banco e a fintech — possa disponibilizar diversos meios de pagamento para seus clientes.”

De processamento a BaaS

Em nota à imprensa, a Sinqia informa que a unidade de pagamentos terá diversos serviços, por exemplo, processamento para emissores e adquirentes, soluções antifraude, emissão de cartões físicos e digitais no modelo BIN Sponsor, conta de pagamentos e banking as a service (BaaS), incluindo Pix

A nova vertical se une às outra quatro — bancos, previdência, consórcios e fundos. Atualmente, a Sinqia soma mais de 900 clientes, incluindo grandes bancos, fintechs, entidades de previdência complementar fechada e gestores de fundos.

Mercado

O avanço da Sinqia acontece num momento de extrema competição em infraestrutura de pagamentos e serviços financeiros no Brasil. Em processamento de cartões, por exemplo, um dos grandes nomes é a Dock, que processa mais de US$ 240 bilhões por ano. Outro player forte é a Pismo, comprada pela Visa

Em BaaS, a relação de concorrentes é extensa e inclui companhias como BMP, Celcoin, QI Tech, Swap, Zoop, entre outras, além de bancos como Itaú Unibanco, BTG Pactual, BS2 e outros.