INVESTIMENTOS

Plataforma Bamboo prevê triplicar operações e atingir o 'breakeven' logo

O recente enquadramento da fintech à Res. 161 da CVM, e também a queda dos juros, ajudou a Bamboo a crescer nos últimos meses

A plataforma de estruturação e distribuição de dívida Bamboo vai triplicar as transações em 2024, para 18 ofertas. E atingir o “breakeven”, ou equilíbrio financeiro, em três meses. A previsão é do CEO e um dos fundadores da Bamboo, Felipe Moraes. Em termos de volume financeiro, Felipe espera alcançar R$ 500 milhões neste ano, ante R$ 100 milhões no ano passado.

Em entrevista ao canal no Youtube do portal Finsiders Brasil, o empreendedor explica que o enquadramento da Bamboo na Resolução 161 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitiu que eles passassem a oferecer a plataforma para outras instituições financeiras distribuirem títulos dos seus clientes. No começo, a Bamboo podia apenas distribuir ofertas que eles mesmos estruturavam – ou em sua empresa securitizadora.

Esse enquadramento, e também a queda dos juros, ajudou a Bamboo a crescer nos últimos meses.

O marketplace é B2B, ou seja, voltado exclusivamente para investidores institucionais. “Somos praticamente um banco de investimento digital”, diz. “Só não podemos distribuir papéis no mercado secundário”. A Bamboo está na fila do Banco Central para obter autorização de Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). “Mas, com a 161, não estamos mais com pressa. Entrar no mercado secundário é muito mais complicado”, diz Felipe. Ele lembra que apenas o mercado primário de dívida movimenta cerca de US$ 500 bilhões por ano.

Aperte o play para ouvir o bate papo na íntegra, que inclui detalhes de como a Bamboo nasceu, quanto, como e com quem captou recursos para nascer e muito mais.