Grafeno acelera estratégia de fintech as a service (FaaS)

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“Toda empresa será uma fintech”. A famosa frase dita por Angela Strange, general partner do fundo de venture capital Andreessen Horowitz (a16z), tem feito cada vez mais sentido mundo afora, e no Brasil não é diferente. Empresas de diversos setores têm agregado produtos e serviços financeiros a suas plataformas digitais, como uma maneira de fidelizar a base de clientes, aumentar o tíquete médio por usuário e adicionar uma nova linha de receita no balanço.

Essa tendência, conhecida como ‘embedded finance’, tende a estimular a competição num setor ainda concentrado em grandes instituições. Veja o exemplo do mercado de crédito, em que os cinco maiores bancos comerciais respondem por 81,8% das operações, segundo dados de 2020 do Banco Central (BC). O avanço de novos entrantes deve se acelerar com a implementação pelo próprio BC do Open Banking que, em sua evolução, se transformará em Open Finance.

É nesse contexto que o modelo de fintech as a service (FaaS) vem ocupando mais espaço no mercado. Segue uma trajetória de crescimento do banking as a service (BaaS), mas vai além. Enquanto o BaaS está relacionado ao fornecimento de infraestrutura bancária, como conta de pagamentos, cartão pré-pago, cash-in e cash-out, o FaaS amplia essa visão para uma construção de produtos financeiros, especialmente crédito.

O avanço do FaaS bebe da fonte de dois aspectos importantes, principalmente: evolução da tecnologia, que tem reduzido a barreira de entrada para a construção de soluções; e mudanças regulatórias, que vem flexibilizando as regras do jogo e permitindo cada vez mais a inovação. O Open Finance é um exemplo disso, assim como as novas normas para registro e escrituração de ativos financeiros, como duplicatas e recebíveis de cartões.

“O FaaS é mais do que oferecer conta, pagamentos e cobranças. Tem tudo isso, mas também está relacionado com facilitar a vida de quem dá crédito”, aponta João Pirola, cofundador da Grafeno, plataforma financeira e regulatória para credores.

A fintech começou oferecendo uma conta escrow 100% digital que pode ser aberta em menos de 48 horas, lançou uma conta empresa PJ com módulo de gestão e de cessão de recebíveis, acrescentou um produto de CCB (cédula de crédito bancário), que emite dívida em menos de cinco minutos.

Agora, a Grafeno está acelerando sua estratégia de fintech as a service (FaaS), com foco em credores ou empresas que querem começar a oferecer crédito. E faz esse movimento com uma plataforma que já soma mais de 300 credores de diferentes naturezas, como FIDCs, securitizadoras, fintechs, entre outros, que possuem cerca de 5 mil empresas debaixo dos seus guarda-chuvas. Para se ter uma ideia da relevância da base, a Grafeno reúne um quarto do mercado de FIDCs do tipo multicedente/multisacado, conta o empreendedor.

Com um crescimento de receita de 10% a 15% ao mês, em média, a fintech espera triplicar de tamanho neste ano. Nas contas digitais que oferece para os clientes, movimentou R$ 3,5 bilhões em agosto, com crescimento de 500% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A empresa atende negócios de diferentes tamanhos em diversos setores, com uma solução white-label: a plataforma Grafeno com a marca do cliente. Além das soluções bancárias tradicionais, como contas e pagamentos, os clientes podem também utilizar o módulo de emissão de CCBs para desenvolvimento de novas operações de crédito com diversos tipos de garantia.

A Grafeno cuida do desenho completo do produto de crédito, com apoio tecnológico e jurídico. A plataforma é API first: o cliente pode embedar os produtos da Grafeno no ERP ou nos sistemas que já usa.

“Damos a mão para o cliente construir soluções de crédito inovadoras, com simplicidade e flexibilidade, de ponta a ponta. Já viabilizamos a criação de produtos de crédito diversos: desde antecipação de recebíveis para clínicas, hospitais e médicos, até a oferta de crédito em marketplaces digitais”, afirma Pirola.

Entre os benefícios do FaaS, estão a possibilidade de aumentar as linhas de receita, assim como elevar o tíquete médio. Na prática, ao embutir produtos e serviços financeiros, principalmente crédito, as empresas buscam aumentar o chamado lifetime value (LTV), métrica que define o valor do ciclo de vida dos clientes. “Estamos apoiando uma empresa a montar uma solução de antecipação de remuneração para médicos”, exemplifica o empreendedor.

Além de emissão de CCBs, emissão, controle e gestão de recebíveis, a Grafeno está aguardando a licença do Banco Central (BC) para operar como uma registradora de duplicatas eletrônicas, numa parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).





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